Portugal, Grécia e Lituânia são os países que, desde 2010, apresentam consecutivamente a maior quebra no financiamento público da educação.

ORE | dezembro de 2012

Consulte aqui o relatório.

O relatório “Funding of Education in Europe: the impact of economic crisis”, publicado pela OCDE, coloca Portugal numa posição muito pouco favorável no que se refere ao investimento público na educação. Nele pode constatar-se que Portugal, Grécia e Lituânia são os únicos países que, em dois anos consecutivos – desde 2010 -, viram o referido investimento cair mais de 10%. No caso de Portugal a situação é ainda mais grave, considerando a previsão, anunciada pelo Ministro da Educação – a que o relatório faz referência – de que os cortes em 2013 serão de mais 3,5%. A quebra em causa deriva, sobretudo, de dois factores: diminuição dos salários e reordenamento do parque escolar.

Há países europeus em que a situação é, no entanto, inversa. O investimento público na educação cresceu consecutivamente, entre 2010 e 2012, na Dinamarca, na Bélgica (cantão germânico) e na Áustria.

No que se refere ao vencimento dos professores, Portugal e a Grécia são, uma vez mais, os únicos que apresentam descidas consecutivas no período 2010-2012. A nota positiva a destacar, no caso de Portugal, refere-se ao investimento nas TIC. Apesar de não conhecer aumento desde 2010, esta situação encontra justificação no facto de Portugal ter sido um dos países europeus que mais investiu nesta área entre 2007 e 2010.